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O futuro do varejo de moda

12 dezembro, 2018


4 min (tempo estimado de leitura)

Ao longo dos últimos anos, a expectativa dos consumidores do varejo de moda mudou. O comércio online transformou a experiência dos compradores e hoje, mais do que nunca, as lojas físicas precisam oferecer mais do que o fechamento puro e simples de um negócio para se manterem relevantes.

E é exatamente nisso que gigantes do setor estão investindo: na ressignificação da visita do cliente a suas lojas.

A WGSN, líder mundial em previsão de tendências, apresentou um estudo mostrando como essas empresas estão inovando para se manterem alinhadas com as atuais perspectivas dos consumidores.  

Entretenimento experiencial

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As novas gerações de consumidores estão dispostas a pagar mais para ter melhores experiências, tanto físicas quanto mentais. Por isso, empresas estão remodelando seus espaços para incluir áreas que ofereçam atividades que mobilizam o público, como a Lululemon, marca canadense de roupas esportivas. Em sua loja no centro de Nova Iorque, os visitantes podem mergulhar em meditações autoguiadas. A americana Under Armor, outra marca esportiva, realiza shows, workshops e aulas dinâmicas com o mesmo objetivo. Aplicadas da maneira certa, essas atividades aprofundam a lealdade do consumidor.

Saiba como é feita a pesquisa de tendências

Testes ao vivo

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O antigo conceito de ‘olhe sem tocar’ cai por terra com a incorporação das experimentações ao vivo, como propõe a Nike com os testes imersivos em suas lojas. Para promover seus tênis Nike Epic React, ela utilizou a Realidade Aumentada em espaços selecionados na China. Com a tecnologia, os clientes podiam calçar os tênis e correr em uma esteira enquanto pulavam obstáculos virtuais. Essa novidade promete funcionar bem nos segmentos onde o usuário quer se divertir, ser educado e submetido a emoções, como nas áreas esportivas, de calçados, infantis e de beleza.

Pedidos automatizados

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Outro exemplo de evolução do varejo de moda é da Zara, que inaugurou em Londres uma loja especialmente projetada para a retirada e cobrança de pedidos feitos pela internet. Um leitor óptico verifica o QR code ou código PIN dos clientes – depois disso, um robô com capacidade para operar até 2.400 pedidos simultaneamente localiza o pacote no estoque e faz a entrega.

Consumidores cada vez mais idosos

Com o aumento da expectativa de vida, a população está envelhecendo. Por isso, é importante se preparar para atender consumidores mais velhos – as lojas precisam ser inclusivas, pensando em possíveis problemas de mobilidade e deficiências visuais dos clientes. No Japão, a loja de departamento Keio descobriu que 70% dos seus clientes tem mais de 50 anos. Como estratégia, reorganizou as roupas por preço, tamanho e cor ao invés de marcas, aumentando as vendas. O varejo de moda pensado para os mais idosos em ações como iluminação mais brilhante, pisos antiderrapantes, acessibilidade e carrinhos de compras mais leves são essenciais para conquistar esse público crescente.

Quer ser uma loja do futuro?

A palavra-chave do varejo de moda do futuro é per-so-na-li-za-ção. Ofereça uma solução sob medida para cada pessoa que entrar em seu espaço, de acordo com sua idade, gênero, condições físicas e o que deseja adquirir. A era digital fornece um conhecimento do consumidor a nível de indivíduo, gerando mais relevância.

Lembre-se: a loja física deve proporcionar as experiências positivas que o comércio online deixa a desejar. Para ficar ainda mais por dentro do assunto, confira nosso artigo que conta como a tecnologia está revolucionando o varejo.

 


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