Maximalismo: das passarelas à moda íntima!
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As passarelas da Primavera/Verão 2026 mostraram que chegou a época do “mais é mais”. Em uma temporada marcada por mudanças importantes na direção criativa de grandes maisons, o que vimos foi um retorno ao impacto visual, com coleções cheias de drama e informação. Silhuetas volumosas, referências ousadas e uma mistura de estilos mostraram que o maximalismo voltou com força!
Nesse contexto, vemos que esse movimento reflete um desejo coletivo por se destacar, experimentar e contar histórias através da roupa. Para além da alta-costura, essas inspirações começam a se desdobrar em diferentes segmentos, incluindo a moda íntima e fitness. Mas como traduzir esse maximalismo para o desenvolvimento de peças e coleções? É isso que vamos explorar ao longo desta matéria de blog.
Então, vamos lá!
Tudo sobre o maximalismo
O maximalismo é aquela celebração do excesso feita com intenção. Diferente do que pode parecer à primeira vista, não se trata apenas de “mais informação”, e sim de criar composições ricas, expressivas e complexas. Afinal, não é a opção mais fácil mas traz resultados incríveis.
Portanto, estamos falando de uma mistura de cores, texturas, volumes e detalhes que, juntos, constroem um visual marcante e cheio de personalidade. Na prática, isso se traduz em peças com mais presença: rendas elaboradas, elásticos aparentes, acabamentos, sobreposições e uma atenção maior aos detalhes.
Sendo assim, o maximalismo convida a explorar combinações inesperadas e sair do básico, trazendo mais elaboração para o desenvolvimento das coleções. É uma forma de transformar cada peça em uma experiência visual e, ao mesmo tempo, sensorial. Vamos ver como isso se aplica na prática?
Tendências com o maximalismo
Agora que entendemos melhor o que é o maximalismo e como ele se manifesta na moda, é hora de olhar para a prática. Afinal, como essa estética aparece nas passarelas e, principalmente, como ela pode ser traduzida para o desenvolvimento de coleções?
A seguir, reunimos algumas das principais tendências que surgem dentro desse movimento nas passarelas. No caso, elementos que vêm ganhando destaque e que podem servir de inspiração para criar peças maximalistas. Então, confira:
Franjas

As franjas não são exatamente uma novidade na moda, mas nesta temporada elas ganham um novo significado. Afinal, elas apareceram como protagonistas e trouxeram movimento e para as peças.
Nas passarelas, o que chama atenção é a variedade de aplicações, sejam em interpretações mais sutis até construções inteiras baseadas nesse elemento. Assim, o resultado são peças dinâmicas, que se transformam com o movimento do corpo, uma experiência visual!
Para a moda íntima e outros segmentos, as franjas podem inspirar acabamentos diferenciados, texturas e detalhes que trazem leveza e personalidade para o design.
Pirata cosplay

Agora, direto de referências históricas para o cenário atual da moda, temos a estética inspirada no universo pirata, que surge como uma das tendências mais curiosas da temporada. Misturando elementos do vestuário marítimo com um quê romântico, ela traz uma combinação que chama atenção.
Para isso, rendas, babados e sobreposições compõem esse visual quase dramático. Dessa forma, equilibramos o vintage com sua leitura atual. E mesmo com referências marcantes, a tendência aparece de forma mais casual e menos literal, explorando uma paleta mais contida e focando nos detalhes.
Para quem desenvolve coleções, é uma oportunidade de trabalhar texturas, camadas e acabamentos que tragam esse ar romântico e levemente ousado para as peças.
Alta sociedade

Agora, temos um movimento mais contido, mas nem por isso menos interessante: a estética da “alta sociedade” aparece como uma evolução do quiet luxury. Nesse caso, estamos falando de uma elegância com um toque a mais de frescor e leveza.
Mas, vamos explicar melhor. Aqui, o clássico ganha novas leituras: cores suaves como azul-claro, verde sálvia e pontos de vermelho substituem os neutros tradicionais, enquanto padronagens como listras e xadrezes reforçam esse visual sofisticado.
Da mesma forma, silhuetas equilibram estrutura e feminilidade, criando peças atemporais, mas com um ar mais atual. Para o desenvolvimento de coleções, essa tendência mostra como é possível trabalhar a elegância de forma renovada.
Saias bufantes

Falando no impacto do maximalismo, as saias bufantes são um dos grandes destaques da temporada. Isso porque com volumes acentuados na região da cintura e do quadril, elas trazem uma silhueta mais dramática e lúdica, que foge completamente das linhas mais retas vistas nas últimas coleções.
Assim, como são feitas de maneira mais estruturada, com tule, organza e tafetá, essas peças trazem movimento e presença. Além disso, aparecem frequentemente em tons suaves e delicados, equilibrando o exagero da forma com uma estética mais leve.
Para quem busca inspiração, lembre-se que essa tendência reforça o poder do volume e abre espaço para explorar formas, camadas e construções diferentes no design.
Clube esportivo

A influência do universo esportivo não é novidade na moda, mas como juntá-la ao maximalismo? Inspirada por esportes ligados a um estilo de vida mais clássico, como polo e tênis, essa tendência resgata o visual preppy.
Assim, peças como camisas polo, listras e sobreposições aparecem com um ar mais descontraído e buscam o conforto. Mas, diferente de momentos anteriores, aqui o esportivo não é literal. Na verdade, ele surge mais sutil, com cores, texturas e composições que trazem versatilidade para o dia a dia.
Sendo assim, para quem desenvolve coleções, é uma oportunidade de explorar detalhes, cores e formas no estilo casual.
Luvas

Quando falamos em luvas, pensamos no inverno, certo? Mas hoje elas surpreendem ao ganhar espaço também na Primavera/Verão 2026. Para além da sua funcionalidade de aquecer, aqui elas aparecem como um acessório de estilo.
O objetivo é adicionar uma informação a mais ao look, que traz também a elegância e compõe o look. Desde modelos longos, inspirados nas luvas de ópera, até versões mais curtas e leves, a tendência aposta na variedade de materiais e aplicações.
Assim, esse retorno reforça o interesse por acessórios que elevam a composição de forma simples, funcionando quase como um detalhe de “luxo acessível”. Portanto, a luva é uma inspiração interessante para pensar em complementos e acabamentos que enriquecem ainda mais as peças.
Estampas clássicas

Agora é a hora de trazer referências históricas por meio das estampas. Inspiradas no período rococó e na elegância da França do século XVIII, as estampas clássicas trazem um olhar mais refinado para as coleções.
Florais suaves, tecidos leves e sobreposições criam um visual etéreo e elegante. Mas mesmo com essa carga histórica, a tendência aparece adaptada ao presente e se tornando moderno.
Portanto, para quem desenvolve coleções, essa é uma oportunidade de explorar estampas e texturas artísticas, que transmitam leveza e sofisticação.
Nostalgia 80’s

Nunca falamos tanto em nostalgia por aqui, e não é à toa que ela é uma das tendências também. Especificamente, estamos falando dos anos 80!
Cores vibrantes, estampas marcantes e peças estruturadas continuam presentes, mas com um olhar mais refinado. Além disso, as proporções aparecem mais controladas, criando um visual que transmite confiança sem exagero.
Nesse caso, o resultado é um estilo expressivo, mas alinhado com a praticidade atual, uma forma de incorporar o impacto dos anos 80 de maneira versátil.
Texturas e camadas

Por fim, depois de temporadas marcadas por uma estética mais contida, a Primavera/Verão 2026 abre espaço para composições ricas e expressivas. Por isso, as sobreposições ganham protagonismo nesse cenário!
Aqui, a proposta vai além do uso tradicional de camadas para aquecer: trata-se de criar combinações que adicionam cor, textura e profundidade ao look. A ideia é brincar com contrastes e proporções, misturando peças de formas inesperadas.
Para isso, golas aparentes, cores que se sobrepõem e combinações inusitadas transformam o styling em uma ferramenta criativa. Portanto, as sobreposições aparecem como um convite para experimentar, mostrando que, muitas vezes, o diferencial está na forma como as peças são usadas, e não apenas nelas individualmente.
Maximalismo na roupa íntima

Agora, vamos falar de um assunto muito importante para nós: a moda íntima. Afinal, dentro do movimento maximalista, esse tipo de roupa ganha um novo protagonismo. Assim como na moda outwear, ela deixa de ser apenas uma camada invisível para se tornar parte central do visual.
Também conhecida como underwear as outerwear, essa tendência reforça exatamente isso: peças como sutiãs, bralettes e calcinhas que aparecem de forma intencional. Sendo assim, elas compõem looks e trazem mais informação e atitude para a produção.
Além disso, essa tendência fala sobre ressignificar o papel da lingerie. O que antes era visto como algo a ser escondido, agora passa a ser valorizado como elemento de estilo. Nas passarelas, os sutiãs surgem combinados com cardigans, vestidos ou até como peça principal e ganham destaque.
Para a moda íntima, isso abre um campo criativo ainda maior. Nesse momento, acabamentos, texturas, rendas e elásticos deixam de ser apenas funcionais e passam a ser pensados também como a parte principal do look. E o maximalismo, nesse contexto, convida a explorar detalhes mais elaborados e composições mais ricas, transformando cada peça em algo que vai além.
Maximalismo com tons primários

Por fim, quando falamos em maximalismo, não podemos deixar de olhar para as cores. E, nesta temporada, elas aparecem com impacto. Para além das formas e texturas, as passarelas também exploraram paletas mais vibrantes e expressivas como forma de traduzir essa tendência.
Diferente dos tons suaves que costumam dominar a primavera, o destaque agora são as cores primárias em sua forma mais intensa: vermelhos marcantes, azuis profundos, verdes vibrantes e amarelos cheios de energia.
O interessante é que essas cores aparecem tanto em looks monocromáticos quanto em combinações ousadas. Dessa forma, é possível criar composições que chamam atenção sem depender de muitos elementos.
Mesmo em peças mais simples, essas cores são capazes de transformar completamente o visual e transmitir diferentes sensações. Para quem desenvolve coleções, essa é uma oportunidade de trabalhar paletas mais ousadas e estratégicas. Isso, além de usar a cor como protagonista e explorar novas formas de contar suas histórias.
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No fim, o maximalismo nos convida a criar sem limites, explorando cores, formas e detalhes para transformar cada coleção em uma expressão de identidade. E então, já sabe como aderir a essa tendência?
Esperamos que este artigo tenha sido útil para você. Se você gostou, compartilhe com seus amigos, deixe seu comentário e continue acompanhando o nosso blog para mais dicas e tendências de moda.
Até a próxima!
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